Laços de família.
Laços de amor.
Laços de união.
Pais e filhos unidos pelo afeto, pela compreensão, pela ternura.
Quando nascemos somos acalentados e alimentados. Recebemos amor, carinho, devoção, abnegação daqueles que nos trouxeram ao mundo com alegria e amor.
E vamos crescendo...
O desvelo paterno e materno, dado a nós de sobejo, é necessário para a nossa sobrevivência, para o nosso aprendizado e crescimento interior.
Nós, como pequenos déspotas, tudo exigimos. Achamos ser obrigação de nossos pais satisfazer-nos todas as vontades.
Eles, por sua vez, satisfazem a todos os nossos desejos, desdobram-se de mil formas para nos dar um crescimento tranqüilo e feliz.
E nos tornamos adultos...
Aqueles pais, que antes eram necessários para o nosso conforto, começam a tornar-se estorvos. Passamos a achar que são chatos, caretas, estacionados no tempo, apegados ao passado.
Aquele "filhinho ou filhinha" tão querido continua, para eles, ainda uma criança. Não importa a idade que possua.
Não vemos mais as atenções que nos dão, como demonstrações de carinho e de amor.
Preocupação, torna-se igual a intromissão.
Achamos que carinho é dependência.
Acreditamos que já não fica bem recebermos tanto amor pois, afinal, já somos adultos.
Como dar manifestações de carinho para os nossos pais?
Como compreendê-los?
Como tolerá-los?
Tornaram-se "velhos".
Aquele paizão, que idolatrávamos em nossa infância, tornou-se, aos nossos olhos, um ser frágil e incapaz.
Aquela mãezona que acorria ao menor sinal nosso de tristeza tornou-se, aos nossos olhos, intrometida.
Sorrimos, abraçamos, beijamos, dizemos amar a todos os nossos amigos, mas não temos a coragem de fazer um gesto de ternura, de amor, de carinho, em relação àqueles que nos permitiram estar aqui, que nos deram as condições para desfrutarmos a oportunidade de evoluir.
Filhos, dispam-se desse egoísmo que corrói a alma, que seca as emoções. Permitam que flua de vocês, somente o amor.
Dêem carinho para estes seres que lhes querem bem. Não esqueçam que, no futuro, vocês estarão enfrentando uma situação semelhante. Pois este é o exemplo que estão dando aos seus filhos, agora. Por enquanto você ainda é o paizão ou a mãezona deles mas, com o tempo, com o exemplo que estão dando, como serão considerados?
Pensem nisso! Ingratidão, desamor, desafeto, impaciência estão sendo dados como exemplos...
Já não seria hora de mudar esse quadro?
Que essa família, hoje unida pelos laços de sangue, passe a ser envolta também por laços de amor. Amor tão forte que una, que ampare e proteja sem apego, sem egoísmo, sem ódio, desprezo ou rancor. Uma família que caminhe unida pelo amor, por toda a eternidade.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário